Trarias incenso
Ou flores para mim?
Ou, quem sabe,
Peixes, conchas do mar
E maçãs do amor...
Sei que trarias o sal
Da devassa emoção,
Num instante oculto
Indefeso de representação...
Sei que trarias...
Trarias o gosto
Da carne tão desejada,
Objeto de adoração...
Adornar o contemplado.
Eis aqui uma das tantas
Formas de paixão!
Contemplar o adornado,
Adormecer em cumplicidade
Consigo mesmo,
Não contar os sonhos
Ou seus projetos inexistentes.
Eis agora uma das formas
De amor,
Carro alegórico imaginário
De um carnaval
Em eterno devir.
Claudia Pastore