Polifonia do silêncio é um desses livros que logo na primeira página faz o leitor cativo do prazer de lê-lo. É um verdadeiro leque de variedades poéticas que aguçam os sentidos, dando a quem o lê a sensação de que ele próprio é o poeta. Como na vida, o tema amor tem seu lugar de destaque, vai e vem é reverenciado com a grandeza que lhe é imanente. O livro, como o título bem sugere, tem a sonoridade de uma brisa em manhãs de outono, é preciso sensibilidade de alma, como diz o autor, para senti-lo e apreciá-lo.
A vida é uma perfeita poesia.
Mas é preciso ter sensibilidade de alma
para compreendê-la e amá-la
sem se perder em seus versos,
nem adormecer com suas rimas.
Tal como é a poesia em sua essência, os poemas de Polifonia do silêncio são livres, não se prendem à rima e à métrica, preferem focar no mundo real ao ideal. Sua beleza consiste na sonoridade das verdades escondidas por trás das vestes (palavras) que são sutilmente utilizadas para dar forma às ideias e sentimentos que emanam de dentro do espírito humano.
O meu passado é pó;
o meu presente é água;
o meu futuro é luz;
a minha vida é vento.
Enfim, é uma obra que ao ser lida, inevitavelmente ilumina os olhos da alma, fazendo-a ver o silêncio como a sublime melodia da vida, de onde ecoam aos corações apaixonados acordes e versos de amor em tons de elevadíssima poesia.
Nossos olhos, às vezes ingênuos,
outras vezes precipitados,
têm no amor seu colírio refrescante
nas cores enganosas do pecado.
É quando se fecham
que melhor enxergam.
Porque quando abertos ficam
Não enxergam nada.