Poemas Introspectivos
Luis Filipe Rocha de Almeida
Liberdade foi, é e será sempre a luta constante da humanidade. Às vezes de modo absolutamente inconsciente coletiva e individualmente. O libertário tem absoluta consciência da responsabilidade das escolhas e, seu agnosticismo, na medida da incerteza, não permite criar regras ou as endossar para os outros. A responsabilidade individual pela escolha da liberdade é, ao contrário do que os moralistas apregoam, a única forma consciente de estar vivo e participar igualitariamente com a coletividade. A introspecção faz parte desse processo consciente de escolha pela liberdade, pois há que saber quem e porque somos, a fim de identificar quem queremos e podemos ser.
Absolutamente Sou
Minha poesia é rude
Fria como pedra
Da alma escancarada
De minhas entranhas mais íntimas.
Se não sou feliz
Jamais serei meigo.
A felicidade é resultado genético
Como Darwin expôs:
Alguns cachorros e cavalos têm mau humor.
É esta minha poesia,
Das dores, mesmo irreais, mas que sinto;
Do sintoma do que sou
Quando cuspo no papel
Intimidades, que me vão, na alma.
Quando abrires as pernas
Treparemos e até gozar farei, gozarei,
Mas não te iludas
Sofrerei também aí
Porque sou escravo de meus desejos.
Minha poesia é ruim
Mas não me acusem de plágio.
Sou absolutamente autêntico, Criativo, original.
Este sou eu e a poesia que me reflete
Rude e grosseiro,
Mas honesto; Serei, jamais, outra coisa.
Ao morrer, sem culpa ou erro,
Escrevam na lápide
Jaz um poeta, não pelo que escreveu,
Pelo que ousou viver.